terça-feira, 26 de outubro de 2021

Henry Ford, o homem que revolucionou o modo de produção

Aqui na série Grandes Empreendedores da História, os leitores estão acostumados com artigos que contam sobre empreendedores que mudaram a história, são são verdadeiros cases de sucesso. Ao observarmos os negócios que mudaram o rumo da nossa civilização podemos perceber algumas características em comum: Visão, criatividade e perseverança, por exemplo, são alguns atributos inerentes na vida de um empreendedor. Nem sempre é preciso “descobrir” algo, tal qual um cientista ou inventor, mas sim enxergar as possibilidades que as descobertas trazem. Considerando isso, por vezes é mais inteligente fazer “o mesmo” de maneira distinta do que apostar sempre em novos produtos e serviços.

Hoje trago um ótimo exemplo de como podemos revolucionar o mercado sem necessariamente criarmos algo novo. Estou falando de Henry Ford, um dos maiores empresários do ramo do automobilismo. Sua influência foi tão grande e sua inovação no modo de produção fabril que o 'fordismo' tornou-se um modelo para fábricas dos mais variados tipos, lançando assim uma nova forma de construir equipamentos.

Quem foi Henry Ford?


Antes de entendermos os feitos realizados por Henry Ford é fundamental conhecermos um pouco de sua história. Voltemos então ao século XIX, mais precisamente em 1863, nos Estados Unidos. Em uma pequena fazenda perto de Detroit nasceu Ford. Seus pais eram imigrantes e detinham uma pequena propriedade rural em que viviam, assim, os primeiros 15 anos de vida de Ford foram dedicados à agricultura. Mesmo não gostando da vida no campo, as máquinas faziam parte da vida de Henry desde sempre e cedo ele percebeu as vantagens de utilizá-las para reduzir o trabalho braçal nas lavouras. 

Seu pai, William Ford, percebeu a perícia do filho para lidar com as máquinas e o designou como responsável pela manutenção e utilização das ferramentas. Apesar de não ser afeito ao trabalho manual, Ford ajudou na fazenda dos seus pais até a morte de sua mãe, em 1875. O amor pela mãe o fazia resistir às adversidades da vida rural e quando ela faleceu foi como, segundo alguns dos seus biógrafos, o mastro que o sustentava fosse arrancado. Naturalmente, Ford foi se afastando da vida no campo e passou a dedicar-se ainda mais na manutenção de objetos.

Ainda em sua adolescência consertava relógios e pequenos objetos para amigos e conhecidos, o que alimentava sua paixão pelas engrenagens e máquinas. O jovem Henry, motivado pelas suas habilidades, foi entrando mais a fundo no mundo das máquinas. Primeiro tornou-se aprendiz de operador de máquinas, depois voltou a operar as máquinas da fazenda do seu pai. Ainda seguiu a carreira como mecânico e, mais tarde, assumiu cargos de engenheiro em algumas empresas de Detroit, então com 30 anos. Ainda assim, levaria mais dez anos para que Ford começasse o seu primeiro negócio: a Henry Ford Company.

Esses aspectos da vida de Ford revelam algo muito interessante sobre a razão pela qual seus carros, nos anos XX, foram tão bem sucedidos quanto à performance. A experiência e, acima disso, a paixão de Henry Ford pelo desejo de descobrir como as máquinas funcionavam e encontrar meios para que elas fossem ainda mais longe definiu o modo como ele iria gerenciar suas empresas. Sendo um clássico “self-made man”, Ford precisou de anos de experiência até finalmente lançar sua primeira empresa e isso é importante que entendamos: a vida não dá saltos, ou seja, não iremos progredir rapidamente e a única garantia do nosso sucesso será, invariavelmente, o trabalho com determinação e constância.

Da primeira empresa ao 'fordismo'


Em 1903 Henry Ford funda sua primeira empresa, voltada para a montagem de automóveis. O carro, como popularmente conhecemos, já havia sido inventado em 1886, por Karl Benz, porém, mais de quinze anos após a sua patente, ainda não haviam fábricas para fabricação do produto. Parte da dificuldade estava nos custos para construção do veículo, além da lentidão no processo de montagem do carro.

Ford, porém, tinha a solução para esses empecilhos. Ele desenvolveu o que hoje chamamos de “linha de montagem”, na qual cada operário fica responsável por uma parte da máquina. Assim, a fábrica de Ford era capaz, na época, de fazer dezenas de carros em um único dia, um feito inimaginável para o seu contexto histórico. Hoje, utilizando robôs e uma linha de montagem ainda mais especializada, somos capazes de produzir seis mil carros por dia, quase 1 a cada 10 segundos. Porém, no final do século XIX levava-se semanas para finalizar um único modelo.

O nome desse modo de produção em fábrica popularizou-se para todos os tipos de montagem e chamamos de 'fordismo'. A grande vantagem desse método está na agilidade em que se monta um produto, uma vez que cada operário só precisa saber de uma pequena parte do processo, o que lhe dá mais celeridade na produção. Além disso, por conseguir fabricar dezenas de produtos em um único dia, com o 'fordismo' atende-se a uma grande demanda, dando vazão a produtos e podendo gerar estoque. Todos esses fatores contribuem positivamente para a logística de uma fábrica e toda a cadeia de consumo.

Assim, Henry Ford não apenas desenvolveu motores e carros de excelente qualidade, mas também conseguiu revolucionar o modo de produção fabril a nível mundial, criando um novo padrão.

A nível de comparação, o primeiro carro criado por Benz alcançava apenas 8 km/h. Já o Ford modelo “999”, o primeiro fabricado pela empresa de Henry Ford, ainda em 1903, alcançou a incrível marca de 147 km/h, graças às melhorias do motor e do design do automóvel. A apresentação do primeiro modelo do automóvel fabricado por Ford foi tão impactante que tornou-se notória, o que fez a marca Ford popularizar-se rapidamente nos Estados Unidos.

A Ford Company ainda criou diversos modelos de automóveis. Seus modelos “T” e “A” fizeram grande sucesso durante a primeira metade do século XX. Com o tempo Ford ainda expandiu seus negócios para a aviação e para os carros de corrida. Mesmo assim, seu grande e mais acabado projeto foi, sem dúvida, os carros convencionais, que até hoje passeiam pelas nossas estradas.

Considerando tais aspectos, não resta dúvidas que o sucesso do empreendimento de Ford está na sua duração, contribuindo para uma das máquinas mais populares da nossa sociedade. A História jamais o esquecerá, pois entre erros e acertos ele tornou-se uma invenção até então pouco reconhecida em um dos produtos mais consumidos ao redor do mundo.
 
De fato, Henry Ford foi um Grande Empreendedor da História, mas, também um ícone para a Administração Moderna, pois, com seus processos avançados de administração naquela época conseguia pagar maiores salários aos seus funcionários do que a concorrência sem perder o lucro da companhia.

Bom trabalho e grande abraço.

Prof. Adm. Rafael José Pôncio


        Reprodução permitida, desde que mencionado o Nome do Autor e o link fonte.       

terça-feira, 19 de outubro de 2021

Nomofobia: Empreendedor, saiba se você está viciado no seu smartphone

Você sente medo quando vê aquele último risquinho de bateria do seu celular? Acorda e a primeira coisa que faz é checar as redes sociais? Fica irritado se está longe do celular? Se você respondeu "sim'' a algumas dessas perguntas, você pode estar sofrendo de nomofobia. Nomofobia é o medo extremo de ficar sem o celular. A fobia vem crescendo nos últimos tempos sem dar sinal de desaceleração, pelo contrário. A maioria dos empreendedores depende de dispositivos para o trabalho para tratar com colaboradores, clientes e fornecedores, contato com a família e amigos, e armazenar documentos e fotos, por isso, é normal se preocupar em perdê-los.  Entretanto, quando esse medo fica excessivo a ponto de atrapalhar sua rotina, aí é hora de ficar atento. Se você quer saber mais sobre a nomofobia e como ela pode prejudicar nossa qualidade de vida, continue lendo esse artigo.

O que é nomofobia?

Nomofobia tem origem em palavras inglesas: no + mobile + phone + phobia. O termo foi criado pela YouGov, uma instituição de pesquisa britânica para descrever o medo extremo de não ter o celular por perto ou de não poder usá-lo.

Em pesquisa realizada pela instituição para avaliar a possibilidade de ocorrência de transtornos de ansiedade devido ao uso excessivo de telefones celulares, descobriu que quase 53% dos britânicos que usaram telefones celulares se sentiam ansiosos quando “perdem o celular, ficam sem bateria ou sem crédito, ou não têm cobertura de rede”.

Esse estudo também revelou que aproximadamente 58% dos homens e 47% das mulheres sofriam de ansiedade pelo telefone celular e, além disso, 9% se sentiam tensos quando seus telefones celulares eram desligados. 

O Brasil está em terceiro lugar do mundo no tempo de uso de internet diário: são 9 horas e 17 minutos, atrás apenas da Tailândia e África do Sul. Se for considerado apenas o acesso nas redes sociais, o Brasil ocupa também a terceira colocação, com 3h21m. Os números são do relatório da Hootsuite do We Are Social.

"A cada cem pessoas, cerca de 15 são consideradas nomofóbicas, com transtornos associados" diz a psicóloga Anna Lucia Spear King, coordenadora do núcleo Delete, do Instituto de Psiquiatria da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e uma das organizadoras do livro "Nomofobia - Dependência do Computador, Internet, Redes Sociais? Dependência do Telefone Celular?".

A complexidade desta condição é muito desafiadora uma vez que a nomofobia compartilha sintomas clínicos comuns com outras doenças como a ansiedade, por exemplo. É por isso que o paciente deve ser diagnosticado por um profissional que irá olhar para as suas especificidades. 

Qual é a causa?

Os especialistas ainda não descobriram uma causa específica para a nomofobia. Em vez disso, eles acreditam que vários fatores podem contribuir.

O medo do isolamento pode, compreensivelmente, desempenhar um papel no desenvolvimento da nomofobia. Se o seu telefone serve como seu principal método de contato com as pessoas de quem você gosta, provavelmente você se sentiria muito sozinho sem ele.

Outra causa pode ser o medo de não estar disponível caso alguém precise falar conosco. 

Nem todo uso com frequência do celular pode ser caracterizado como nomofobia. Para o professor Rafael Sanches, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP “A tecnologia faz parte da nossa rotina, não dá para dizer que, só pelo fato da pessoa ficar horas na internet, ela está doente e precisa de tratamento”.

Entretanto, existem alguns sinais que podem indicar se você está sofrendo com a fobia da modernidade:

  • Prejudica seu trabalho ou relacionamentos;

  • Atrapalha o sono;

  • Causa problemas em suas atividades do dia a dia;

  • Dificuldade de se desconectar completamente.

Se você reconhece algum desses sintomas, o ideal é procurar um profissional para auxiliá-lo a aprender a lidar com os sintomas de uma forma produtiva para ajudá-lo a superar seus efeitos.

"É horrível conviver com pessoas assim, e o tratamento muitas vezes só acontece quando a pessoa cai na real e resolve buscar ajuda. Se as pessoas se afastam, é sinal de que alguma coisa está errada", explica a psicóloga Anna Lucia Spear King.

O que pode ser feito?

A terapia possivelmente pode ajudar no caso de nomofobia. 

No caso da abordagem da terapia cognitivo-comportamental, por exemplo, ela pode auxiliá-lo a trabalhar os pensamentos e sentimentos negativos quando você estiver sem o seu telefone. Além da terapia, um psiquiatra pode indicar medicamentos que serão bons aliados ao tratamento psicoterapêutico quando a fobia estiver em estágios mais graves.  Por isso, procure um profissional qualificado para tratá-lo da forma mais adequada conforme o seu caso. Não apenas a terapia pode auxiliá-lo. Você pode tomar algumas atitudes para lidar com a nomofobia no seu dia a dia:

  • Desligue o telefone à noite para ter um sono mais reparador. Se você precisa de um alarme para acordar, mantenha seu telefone à distância, longe o suficiente para que você não consiga verificá-lo facilmente durante a noite.

  • Experimente deixar o telefone em casa por curtos períodos de tempo, como quando vai ao supermercado, vai jantar ou dá uma caminhada.

  • Passe algum tempo todos os dias longe de toda tecnologia. Experimente sentar-se calmamente, escrever uma carta, dar um passeio ou explorar uma nova área ao ar livre.

A relação entre a nomofobia e o empreendedorismo, ela pode estar causando prejuízo nos seus negócios sem que você perceba. O celular nos dá a impressão de sermos multitarefas, mas isso não é verdade. Realizar várias tarefas ao mesmo tempo faz com que a nossa produtividade caia. Por isso, com menos produtividade, menor é a rentabilidade do seu empreendimento. É preciso estar atento se você está passando por isso. Muitas pessoas têm vergonha de assumir que estão em sofrimento psíquico e acabam não procurando ajuda profissional para lidar com isso. Se você se identificou com algum desses sintomas, não excite em procurar ajuda profissional. A nomofobia pode estar prejudicando a sua qualidade de vida. Bom trabalho e grande abraço. Prof. Adm. Rafael José Pôncio



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sábado, 16 de outubro de 2021

O sucesso depende das nossas atitudes



Existe uma linha tênue entre ser um empreendedor de sucesso e fracassar. As variáveis nem sempre são controláveis. Porém, algumas delas estão bem aqui, em nossas mãos. Talvez a mais importante seja exatamente como agimos. Seja em situações de stress, caos, alta complexidade ou apenas na forma com que tratamos o outro.


Portanto, podemos dizer que o sucesso depende das nossas atitudes, ou de nossa maneira de conduzir relacionamentos nas diversas situações que atravessamos na vida profissional. Certamente, o mesmo acontece em nossa vida pessoal. E é sobre isso que quero falar hoje.


Mas de onde tirei a ideia de tratar sobre este tema? O World Economic Forum prevê que 65% dos empregos não existirão mais daqui a 15 anos. Isso significa que empreender é a chave para a sobrevivência em quase todos os setores. Ou seja, muita gente vai criar novos negócios, trazer novas soluções, mas muita gente vai quebrar. E não queremos isso.


A verdade é que muitos de nós estamos enxergando essas mudanças e desafios desde já. E nos preparando para esses próximos 15 anos, criando ideias e projetos que vão de acordo com as novas necessidades de uma população que se encontra no auge de uma pandemia. Então, que seja o preparo para um futuro de muito sucesso!

 

O que significa sucesso para você?

 

A palavra sucesso carrega significados bastante distintos:

 

  • fazer diferença no mundo;

  • alcançar seus objetivos;

  • poder trabalhar no que se ama;

  • realização;

  • crescer na carreira;

  • concluir projetos;

  • conseguir prover o melhor para sua família.

 

Essencialmente, algo é considerado sucesso quando o resultado esperado dá certo! Mas no fundo, trata-se de um sentimento. Você sente que pertence, que está sendo notado, que seu trabalho faz bem ao próximo e a você mesmo. Isto é, o conceito sucesso vai mudar diariamente, dependendo do seu momento. Mas, para que ele exista, você precisa ter as atitudes certas, e nomeei aqui oito principais ações para o cotidiano profissional, podemos chamar de chaves para o sucesso.


As 8 chaves do sucesso são:

 

  • Determinação;

  • Competência;

  • Paixão;

  • Disciplina;

  • Adaptabilidade;

  • Persistência;

  • Coragem;

  • Uma pequena dose de sorte.

 

Qualquer pessoa consegue claramente enxergar nesta lista de 8 chaves que, tirando a sorte do fator consequência, todas são decisões. Atitudes. Logo, o empreendedor de sucesso é aquele que não conta com a sorte. Mas compreende que a porta só se abre, quando todas as chaves estão em perfeita harmonia e conexão.

 

Ainda que existam métricas claras, como número de clientes, lucro, nível de satisfação dos seus clientes e colaboradores, que possam indicar sucesso ou fracasso do seu negócio, talvez seja mais importante focar em quais são as chaves que você pode ou precisa lapidar melhor. Assim, a garantia de sucesso volta para suas mãos. E você não fica à mercê da sorte!

 

Meu sucesso depende do outro

 

Você pode analisar listas que falam detalhadamente dos maiores empreendedores do Brasil ou até os 20 mais famosos empreendedores do mundo. Cada um deles terá uma frase de impacto, uma lição de vida, e talvez sua própria explicação do que significa sucesso. Mas uma coisa eu te garanto: absolutamente todos dirão que não existe sucesso individual.

Certamente, o time de cada um desses homens e dessas mulheres sempre foi recheado de verdadeiros talentos. Logo, se você quer empreender com sucesso, construa seu próprio exército. E faça o possível para manter um grupo forte e unido. Pense em ações que promovam engajamento! Procure motivar seus colaboradores a caminhar lado a lado com você. Crie modelos de trabalho onde talentos sejam inspiração para os colegas, fortalecendo assim uma cultura de aprimoramento contínuo. 

Afinal, comecei este artigo falando sobre atitudes. Lidere, oriente e motive para que consiga, organicamente, alcançar seus resultados.


Bom trabalho e grande abraço.


Autor: Adm. Rafael José Pôncio

Publicado em: 06 de julho de 2021

Especial: artigos no Espaço Opinião CRA-RJ

Link fonte: https://espacoopiniao.adm.br/o-sucesso-depende-das-nossas-atitudes/
 


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terça-feira, 12 de outubro de 2021

Todo negócio deve ter como missão suprir a DOR do seu CLIENTE


Dor da persona: Saiba como identificá-la e conquiste o seu cliente ideal.

Se você está começando um novo negócio sem saber qual é a dor do seu cliente que seu negócio resolve, você está perdendo dinheiro!

Se você estiver realmente interessado em ter um empreendimento de sucesso, precisa começar agora a mapear as dores do seu cliente em potencial.

Resolver as dores do seu consumidor é uma das melhores formas para propor produtos e soluções inovadoras que diferenciam você da sua concorrência.

Ainda não sabe como identificar as dores do seu cliente?

Não se preocupe.

Neste artigo vou mostrar como identificar quais as dores que o seu negócio pode resolver.

O que é a dor da persona? 

Em primeiro lugar, sua empresa existe para atender a necessidades específicas.

Ou seja, ela existe para resolver problemas para os seus clientes.

Para que isso aconteça, você, empreendedor, precisa saber identificar qual é a dor que o seu negócio se propõe a resolver.

Em relação a isso, precisamos entender o que é a dor do seu cliente, certo?

A dor  é um problema que seu cliente em potencial enfrenta e quer solucioná-lo.

Digamos que você é uma pessoa alérgica a glúten e está com dificuldades para encontrar produtos específicos para celíacos no mercado.

Aí está uma dor que uma empresa do setor alimentício poderia resolver.

Simples assim?

Nem sempre.

A origem das dores podem vir de pontos diversos e de forma subjetiva. Além disso, muitas vezes o cliente ainda não sabe identificar e expressar suas necessidades com facilidade e precisão.

Se você identificar o problema antes que eles o façam e oferecer uma solução que eles não sabiam que existia, você está no caminho certo para fazer uma venda.

As empresas de sucesso sabem identificar os pontos problemáticos e fornecer soluções inovadoras. 

Como identificar as dores do seu cliente?

Como já dissemos, identificar as dores do seu cliente nem sempre é uma tarefa simples. Estamos falando de pessoas, e sabemos que somos seres bastante complexos.

Para percorrer esse caminho é preciso uma boa dose de investigação com as ferramentas certas de análise que irão ajudá-lo nesse processo.

As dores de uma parte nem sempre adequam-se as dores de outra parte, as vezes sim e as vezes não, exemplos:

a) a dor do "Sr. Alfredo" é ter que ir na agência bancária do "banco x" mensalmente pagar o boleto de aluguel, enfrentando sempre aquela enorme fila, pra ele é desgastante demais;

b) o "banco x" tem como dor a carga de excesso dos funcionários numa agência física, então concluiu que ampliando ao máximo seu sistema de tecnologia virtual e criando a cultura do próprio cliente em pagar suas contas por aplicativo ou computador, logo irá reduzir drasticamente sua folha de pagamentos, despesas trabalhistas e fechar algumas agências físicas;

c) a aposentada "Dona Emengarda" tem 72 anos, mora sozinha e não tem parentes, ocorrendo com ela uma dor denominada "alta carência humana", que as vezes é suprida com a ocupação de ir ao menos três vezes por semana na agência bancária do "banco x selectiunum blacknium splatiunum" para conversar com as moças e moços bancários e outros clientes por ali, e esta demanda quem cria é ela mesma, gerando assim boletos impressos no papel em sua casa, por suas compras online, haja vista que a Dona Emengarda acessa muito bem a internet.

Identificar a persona

O primeiro passo essencial é você saber para que tipo de pessoa seus produtos ou serviços podem ser oferecidos.

Ter conhecimento sobre os desejos e referências do seu cliente em potencial irá ajudá-lo a propor a solução mais adequada para o problema que o seu empreendimento pretende resolver.

Por isso, você precisa identificar sua persona.

E o que é persona?

Persona é o cliente ideal da sua empresa.

Para descobrir quem é a sua persona, você precisa definir o perfil dela  identificando seus comportamentos, desejos, localização, grau de instrução, faixa etária, gênero e até mesmo assuntos que lhe interessam.

Por exemplo: José é um homem, 35 anos, é solteiro, mora em São Paulo capital, é formado em economia e trabalha no setor financeiro de uma empresa. Além disso, José tem a fotografia como hobby e gosta de ler sobre história e política.

Percebe como, a partir dessas informações, podemos entender como José se comporta como consumidor?

A partir disso, podemos identificar potenciais dores que José quer solucionar.

Ele pode querer investir em equipamentos de fotografia para viajar e fotografar pontos importantes política e historicamente, por exemplo. 

Viu como identificar o perfil da persona ajuda a descobrir para que tipo de pessoa sua empresa pode oferecer seu produto ou serviço?

Como identificar a persona

Agora que você já sabe da importância de identificar a sua persona, é preciso saber como fazer isso.

A forma mais indicada para saber o perfil do seu futuro consumidor é perguntar diretamente a ele.

Você pode elaborar sua pesquisa no Google Forms, por exemplo. Pense bem nas perguntas e defina quais as respostas você precisa obter.

Um bom caminho, além do básico dos dados como a idade, gênero e estado civil, é perguntar sobre seus desejos, sonhos, hábitos e hobbies.

Além do Google Forms, a internet é uma excelente fonte de pesquisa. 

Use as redes sociais para descobrir o perfil dos seus consumidores. Você pode usar os stories, por exemplo, para fazer perguntas aos seus seguidores e descobrir o que eles desejam da sua empresa. 

Uma dica é ficar de olho nos comentários, ali contém uma ótima fonte de informação sobre as dores dos seus clientes. 

Você pode também dar aquela espiadinha nos comentários da sua concorrência, por exemplo, e achar carências do seu público ainda não exploradas. 

Assim que você obter os dados, você precisa analisar as métricas.

Análise das métricas

Agora que você já identificou sua persona, fez a pesquisa, está na hora de analisar os dados que você tem em mãos.

Utilize os dados para identificar as necessidades do seu cliente ideal que ainda não estão sendo atendidas.

E não é só isso que você pode descobrir com a sua pesquisa. Você pode identificar falhas e acertos da sua empresa.

Por exemplo, você descobre que existem falhas no seu atendimento. A partir disso, é importante que você trabalhe para sanar esses problemas.

Solucionar os problemas identificados trará para o cliente uma sensação de que a empresa respeita a sua opinião. Isso ajuda a fidelizá-lo. 

Mas não são só as falhas que você pode identificar. Você pode perceber também os pontos fortes da sua empresa e trabalhar para fortalecê-los. 

Por isso, analisar as métricas torna-se uma bússola que guiará o seu negócio para o destino que mais se adequará a solucionar as dores do seu cliente e fortalecer aquilo que já está dando certo.

Uma dica é compartilhar as pesquisas com os seus clientes nas redes sociais, por exemplo. Isso registar as mudanças que foram feitas e comprovam para o cliente que suas vozes foram ouvidas.

O ponto principal de sanar as dores da sua persona é: Esteja atento às necessidades dos seus clientes. É preciso saber ouvi-los.

Se um cliente entra no seu estabelecimento, por exemplo, crie o hábito de perguntar sobre as suas necessidades. 

Gere conexão com o seu público. As pessoas hoje em dia querem muito mais do que comprar um produto ou serviço, elas querem ter boas experiências. 

Por isso, conhecer a fundo o seu cliente com certeza trará resultados positivos para a sua empresa!

Qual a dor do seu cliente?

Bom trabalho e grande abraço.

Prof. Adm. Rafael José Pôncio




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terça-feira, 5 de outubro de 2021

05 de outubro é Dia do Empreendedor: encantos e desafios

Feliz Dia do Empreendedor! Esta data serve tanto para comemorarmos nossas vitórias quanto para refletir o que ainda precisamos melhorar. Veja mais neste post.

Dia do Empreendedor: encantos e desafios

O Dia do Empreendedor é uma data para comemorar a importância das pessoas corajosas que não tem medo de se arriscar.

Afinal, foram as mentes empreendedoras que trouxeram os avanços para o mundo. Por exemplo, o que seria de nós sem o desejo de inovação de Thomas Edison?

Esta disposição para os desafios precisa ser celebrada, contudo, não podemos fechar os olhos para os desafios, como vamos ver neste texto.

Como nasceu o dia do empreendedor?

No dia 5 de outubro é comemorado no Brasil o Dia do Empreendedor. Esta data foi escolhida em homenagem à criação do Estatuto da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, instituído pela Lei nº 9.841 do ano de 1999.

Segundo o SEBRAE esta lei foi um marco para o empreendedorismo no Brasil por conter os primeiros incentivos à prática no país através de benefícios administrativos, trabalhistas, de crédito e de desenvolvimento empresarial.

Esta norma foi revogada pela Lei Complementar nº 123/2006 conhecida como a Lei do Simples Nacional que facilitou a contribuição previdenciária e apuração dos ganhos financeiros para os microempreendedores e pequenos empresários.

O que te faz um empreendedor?

Muitas pessoas associam a figura de um empreendedor a uma pessoa que tem um negócio de sucesso como Sílvio Santos ou Luíza Helena Trajano.

De fato, eles são grandes empreendedores, porém neste Dia do Empreendedor é importante reforçar que nem todas as pessoas que empreendem têm altos rendimentos e negócios milionários.

Aliás, o empreendedorismo nem precisa ser impulsionado por ganhos financeiros. Muitas vezes o que move os empreendedores é diante de uma dificuldade, encontrar a solução.

Conheça outras características do empreendedor:

  • É inovador;

  • Aproveita as oportunidades;

  • Não tem medo de se arriscar;

  • Gosta de fazer a diferença;

  • É otimista;

  • Não desiste diante das dificuldades. 

Viver desta maneira é algo que só tende a ser benéfico para a sociedade.

Inclusive o empreendedorismo pode ser aprendido e estimulado nas crianças e nos jovens, pois é uma ótima estratégia para o crescimento do país, como veremos no próximo tópico.

A importância do empreendedor para uma nação

O Dia do Empreendedor não é uma celebração insignificante, haja vista o seu papel no Brasil e no mundo.

Fato evidenciado com a crise que estamos passando em virtude da Covid-19, onde o empreendedorismo se tornou uma alternativa para muitas pessoas escaparem do desemprego.

Em 2020 as pequenas e médias empresas foram as únicas que conseguiram reverter a perda de postos de trabalho provocada pela pandemia e fecharam o ano com geração de 293,2 mil novos empregos.

Por isso a fala de Ludwig von Mises, grande teórico da Escola Austríaca de Economia, representa tão bem a relevância do empreendedor em uma nação (mesmo sendo dita no século passado):

“Ao eliminar o empreendedor, elimina-se a força motriz do sistema de mercado.”

A Escola Austríaca de Economia defende o liberalismo econômico e acredita na economia empreendedora, reconhecendo o papel central que o empreendedor tem na sociedade.

Afinal, somos nós os empreendedores que impulsionamos a economia comprando matéria-prima, gerando empregos, inovando nos produtos e no fornecimento de novos serviços.

Então mesmo que um empreendedor não tenha lucros, ele faz a economia girar.

Sendo assim, incentivar a economia empreendedora é a melhor maneira de promover o desenvolvimento de uma nação.

Vale destacar que quando falamos em economia empreendedora englobamos todas as pessoas que têm o espírito empreendedor, do adolescente que faz doces para pagar uma viagem escolar, a quem sonha em dirigir uma multinacional.

Principais desafios do empreendedor atual

Sem dúvidas houve muitos avanços para comemorar neste Dia do Empreendedor, contudo ainda há um longo caminho a percorrer, seguem alguns pontos:

 1.   Formação de lideranças

Um empreendedor naturalmente é um líder, porém passar o “bastão” para os colaboradores pode exigir bastante dele. Já que ele precisará ser menos controlador e deixar as coisas fluírem.

Contudo, para que um negócio prospere ele precisa “andar com as próprias pernas”, então deixar os funcionários confiantes e seguros para tomar suas próprias decisões é crucial.

Logo, desenvolver um programa de reconhecimento e investimento em novos líderes é a melhor alternativa para garantir o futuro da empresa.

 2.   Se adaptar aos novos hábitos de consumo

A tecnologia mudou a forma que nos comunicamos, compramos e vendemos e para o empreendedor ter sucesso ele precisa se adaptar a esta nova realidade.

Mas você não deve olhar para este cenário e se assustar, mas sim ver as possibilidades que vieram com estes avanços.

Por exemplo, o controle das finanças foi facilitado pela tecnologia e também hoje em dia existem muitos canais para aprender e compartilhar experiências.

3.   Equilibrar as contas

Este é um desafio que segue o empreendedor durante toda a sua jornada, ainda mais em períodos de recessão econômica como este em que estamos passando.

No entanto, a gestão financeira, nunca pode ser deixada de lado, afinal ela que irá garantir a prosperidade da empresa, por isso,  ter um sistema de controle eficiente é fundamental.

4.   Atendimento rápido

Ainda falando sobre as mudanças nas relações comerciais, os clientes estão cada vez mais imediatistas. A diferença de um dia para entrega pode fazê-lo comprar com o concorrente.

Logo, agilizar o atendimento sem perder a qualidade é um dos grandes desafios da atualidade.

Para isso é importante pensar como otimizar a produção, a entrega e caso não seja possível, quais serão os diferenciais para justificar a espera.

5.   Passar segurança para os clientes

No ambiente de incertezas as empresas confiáveis estão um passo à frente. Afinal, antes de fechar um negócio ou comprar um produto todo mundo dá uma olhada nos sites de reclamações e avaliações.

Neste sentido, ser uma autoridade no seu segmento e ter transparência na comunicação é fundamental.

Criar um vínculo que vá além da barganha é a melhor estratégia para passar confiança para os clientes.


Mas apesar de todas as dificuldades, conforme o dicionário Michaelis, o empreendedor é quem se lança à realização de coisas difíceis ou fora do comum; ativo, arrojado, dinâmico.

E é isso que fazemos todos os dias mesmo quando os desafios não terminam e parece que tudo vai dar errado, nos reinventamos e criamos coisas extraordinárias.

Então neste Dia do Empreendedor, parabéns para nós empreendedores!

Bom trabalho e forte abraço.

Prof. Adm. Rafael José Pôncio




Conheça também:

Você se torna competitivo quando é especialista no que faz, e isso o diferencia da concorrência



Reprodução permitida, desde que mencionado o Nome do Autor e o link fonte.