domingo, 31 de dezembro de 2023

Passo a passo para fazer um Diagrama de Árvore

Deseja tomar decisões mais assertivas para o seu negócio? Conheça o Diagrama de Árvore, suas vantagens e como colocá-lo em prática.

Em um mundo em constante transformação, muitas vezes temos que tomar decisões cada vez mais complexas em um curto espaço de tempo, neste sentido o Diagrama de Árvore pode ser um grande aliado.

Com essa ferramenta é possível analisar a fundo problemas e possibilidades, e assim tomar as melhores decisões para o seu negócio. Continue a leitura, descubra como funciona o Diagrama de Árvore e como colocá-lo em prática.

Boa leitura!

O que é o Diagrama de Árvore?

O Diagrama de Árvore é uma ferramenta de gestão da qualidade que auxilia na tomada de decisões. Para isso ele vai desmembrando um problema ou os objetivos sistematicamente até chegar na melhor solução.

Esses desdobramentos vão até a “raiz do problema” ou de uma ideia e lembram as ramificações de uma árvore, o que explica a origem do nome, conforme ilustrado abaixo:


Fonte: Professor Annibal Affonso

Para facilitar a compreensão segue um exemplo prático. Uma fábrica de roupas está com um alto índice de defeitos nas camisetas, para identificar o motivo deste problema é utilizado o Diagrama de Árvore.

Ao se aprofundar no problema passando por cada uma das etapas foi constatado que havia uma falha em uma das máquinas de costura da fábrica, logo a solução seria fazer a manutenção da máquina.

O Diagrama de Árvore faz parte da estratégia criada por Jiro Kawakita, um naturalista japonês que criou esta técnica para resumir e organizar os dados obtidos em sua pesquisa de campo e a partir disso estudar o comportamento dos povos.

Por que utilizar essa ferramenta?

Confira agora as vantagens que utilizar o Diagrama de Árvore trarão para o seu negócio.

  • Identificar problemas: para saber quais tipos de adversidades podem surgir ao longo de um projeto ou atividade da empresa, facilitando a antecipação e a resolução das falhas.

  • Escolhas mais assertivas: o modelo permite analisar para quais rumos cada decisão levará, do que traz mais embasamento para a escolha correta.

  • Facilidade de apresentação: o formato é muito simples e fácil de visualizar então todos os membros da equipe podem utilizá-los e expor as suas considerações.

  • Trabalho dividido em etapas: depois do diagrama montado, há várias ações que podem ser tomadas, então a empresa pode escolher a que faz mais sentido para aquele momento.

Tipos de Diagrama de Árvore

Esta ferramenta pode ser utilizada em diferentes situações, necessitando apenas de algumas adaptações. Separei os 3 principais tipos de diagrama e como desenvolver cada um deles.

Diagrama de Análise

Este modelo é utilizado para analisar problemas ou para auxiliar em decisões, pois através dele são montados possíveis cenários para encontrar as melhores ações para o seu negócio.

Por exemplo, se você está em dúvida se lança ou não um novo produto para o seu negócio pode utilizar essa ferramenta para montar os possíveis cenários, incluindo tanto a melhor situação, que seria o produto ser um sucesso, quanto o pior, sendo um fracasso.

Com essas duas opções em mãos você pode avaliar a viabilidade do projeto e além disso, se preparar para eventuais falhas e problemas que possam surgir durante o percurso.

Diagrama para Solução de Problemas

Uma das aplicações mais utilizadas para o Diagrama de Árvore, como o nome já indica, é para resolver ou se preparar para as adversidades que acontecerem na empresa.

Neste caso, na base da árvore será o problema, vale destacar que mesmo que a empresa tenha várias dificuldades a serem resolvidas é importante tratar cada problema de forma singular.

Por exemplo: se uma empresa está com dificuldades nas vendas, a princípio pressupõe-se que seja uma falha da equipe de vendas, no entanto, analisando com o Diagrama de Árvore é possível verificar que podem haver outras causas como: atrasos nas entregas, baixa qualidade de produtos, poucas opções de pagamentos, etc.

Diagrama de Planejamento

Este modelo é aplicado quando a empresa já planeja fazer uma ação e precisa analisar quais ações serão necessárias para colocá-la em prática.

Fazendo um paralelo com o exemplo citado no diagrama de análise, caso a decisão tomada for criar o novo produto, a próxima etapa seria o diagrama de planejamento para definir as ações necessárias.

Como montar o seu diagrama

Após definir o tipo de Diagrama de Árvore que melhor se adequa às necessidades da sua empresa, é hora de reunir a equipe e elaborar o seu através dos 3 passos a seguir:

1. Definir o problema ou objetivo

Quando pensamos em qual será o objeto de análise do diagrama é muito importante saber delimitá-lo para assim chegar aos melhores resultados, afinal se o problema ou objetivo for muito abrangente não será possível chegar a lugar algum.

Por exemplo: se o problema for a “insatisfação dos clientes”, em vez de deixá-lo apenas desta forma, é possível focar em apenas um segmento como “insatisfação dos clientes com o tempo de resposta nos e-mails”. Assim, será muito mais fácil criar ações para solucionar aquele problema em específico.

2. Identifique as causas primárias e secundárias

Depois de definir o problema é hora de pensar nas causas mais prováveis para que ele esteja acontecendo, para facilitar o raciocínio uma dica é perguntar “por quê?” e quando se trata do Diagrama de Árvore do tipo planejamento “como?”.

Seguindo o exemplo dos clientes insatisfeitos com o tempo de resposta nos e-mails algumas possíveis causas primárias seriam:

  • Atendentes sobrecarregados;

  • Falta de um sistema de atendimento adequado.

Desmembrando a primeira causa citadas possíveis respostas para os porquês seriam:

  • Falta de uma política clara de priorização;

  • Falta de treinamento adequado para equipe;

  • Poucos membros na equipe.

Vale destacar que dependendo da complexidade da situação pode ser necessário incluir também uma causa terciária ao Diagrama de Árvore e assim, chegar às tarefas necessárias para a execução.

3. Estabelecer as tarefas e tomar as decisões

Com o problema bem desdobrado fica mais fácil pensar em quais ações serão tomadas a partir dos resultados objetivos, conforme exemplo:

  • Falta de uma política clara de priorização – Criar uma política de priorização dos e-mails pela hora de chegada e pelo tipo de cliente.

  • Falta de treinamento adequado para equipe – Fazer um treinamento com todos os colaboradores do setor de atendimento para que eles aprendam a utilizar o sistema de relacionamento da empresa.

  • Poucos membros na equipe – Contratar mais uma pessoa para compor o time de atendimento.

Com as possíveis ações pré-definidas é possível tomar a melhor decisão, afinal pode ser que a empresa não tenha condições de contratar um novo colaborador.

Contudo, criar uma política clara de priorização não é algo que demandará um alto custo financeiro e poderá ser uma solução mais fácil de ser aplicada para resolver o problema.

Agora que você já conhece todos os benefícios de utilizar o Diagrama de Árvore para tomar as melhores decisões para o seu negócio.

Bom trabalho e grande abraço.

Autor: Prof. Adm. Rafael José Pôncio
Publicado em: 23 de setembro de 2023
Especial: artigos no Jornal da Tribuna
Link fonte: 
https://jornaltribuna.com.br/2023/10/passo-a-passo-para-fazer-um-diagrama-de-arvore/



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Como criar uma estratégia de Benchmarking


        Reprodução permitida, desde que mencionado o Nome do Autor e o link fonte.       

sexta-feira, 29 de dezembro de 2023

Gabrielle “Coco” Chanel, a maior empreendedora da moda


Uma das principais características de um empreendedor é a inovação. Conseguir colocar uma nova perspectiva no mundo, seja em qual segmento for, certamente lhe colocará no seleto grupo de pessoas que marcaram a história. Falamos isso porque o ser humano busca, quase instintivamente, acomodar-se quando o meio ao seu redor é seguro e confortável, assim, tende-se a fazer pouco esforço - para não dizer quase nenhum - para mudar o status quo de uma sociedade. Por isso poucos são os que mudam a história, mas muitos os que a confirmam.


Frente a isso, quando falamos do mundo da moda, poucos nomes conseguem ser tão brilhantes quanto o de Coco Chanel, talvez a maior empreendedora da história da moda. Sua história está repleta de superação e inovação, o que por si só já garantiria em sua trajetória o status de “empreendedora”, porém, Gabrielle "Coco" Chanel, conseguiu ir muito além e por isso é, sem dúvida, uma das pessoas mais marcantes da história do empreendedorismo.


Os primeiros anos da humilde Gabrielle Chanel 


Os primeiros anos da vida de Coco Chanel não foram fáceis, e para contar sua história precisamos voltar para a França do final do século XIX. Nascida em 1883, Gabrielle Bonheur Chanel viveu sua infância em Saumur, uma pequena cidade francesa. Ela era a segunda filha de Jeanne Devolle, uma lavadeira, e Albert Chanel, um vendedor ambulante. A condição financeira da família Chanel nunca foi boa, visto o pouco recurso que seus pais geravam e isso marcou a infância de Gabrielle. Devido à profissão do seu pai, a criação dos filhos ficou sob responsabilidade de Jeanne, mas o impulso para o empreendedorismo e o comércio é possível que tenha vindo a partir da inspiração do seu pai. 


Ainda assim, a história da família Chanel torna-se mais trágica do que os problemas financeiros que enfrentavam. Com apenas 12 anos Gabrielle perde sua mãe, que era o eixo fundamental da família, e seu pai, sem condição de criar os filhos devido o seu trabalho e o pouco dinheiro que ganhava,decide por deixar suas filhas em um orfanato para serem criadas como órfãos. Não resta dúvida que esses eventos marcaram profundamente a vida de Chanel, que desde cedo precisou aprender a “vencer” na vida por uma questão de pura sobrevivência e de ajudar suas irmãs. 


Conta-se que foi dentro do orfanato que Chanel começou a se interessar pelo mundo da moda. Em sua biografia fala-se que o vestuário das freiras, muito simples e prático para as suas funções, chamava atenção da jovem e que buscaria, no futuro, aplicar os mesmos conceitos para as peças que em sua imaginação já eram uma realidade. 


Ao completar 18 anos, Coco Chanel tornou-se uma adulta e já não poderia continuar no orfanato. Deixou a instituição e começou a trabalhar como costureira em uma loja de chapéus. Esse foi o começo de sua carreira na moda que, como a grande maioria dos empreendedores, passam alguns anos vivendo como empregados até tornarem-se o que realmente são. Engana-se, porém, quem acha que a inserção no mundo do trabalho desta maneira foi negativa para a grande empreendedora da moda. Entender o processo de fabricação desde sua base foi fundamental para Chanel compreender as nuances que envolvem o mundo da moda e como se constitui a dinâmica de uma empresa desse segmento. 


Ao costurar chapéus, Coco demonstrou um talento natural para o design, pois suas criações versavam pela simplicidade e elegância, elementos novos para a moda do início do século XX. Sua capacidade em combinar simplicidade com sofisticação geravam beleza não passou despercebido nas vitrines. De modo relativamente “rápido”, em torno de 9 anos, (devemos lembrar que estamos falando do mundo há um século), a jovem estilista ganhou experiência e começou a sonhar com voos maiores, chegando até a capital francesa. Paris era - e ainda é - o epicentro do mundo da moda e por estar inserida no “olho do furacção”, Chanel passou a viver sob a influência do que havia de mais moderno para a sua época. Assim, quase que de modo natural, Coco quis estar na vanguarda de sua geração e, como um “passe de mágica”, a jovem começou a ganhar notoriedade como designer de moda. 


Percebendo o sucesso dos seus projetos de moda, Coco Chanel começou a trilhar a carreira pensando em lançar sua própria loja e construir um novo conceito, voltado para o novo tempo que começava a surgir. Assim, a jovem humilde e sonhadora dava os primeiros passos para tornar palpável os modelos que existiam apenas em sua mente. 


Coco Chanel e a revolução na moda 


Em 1910 Coco Chanel abriu sua primeira loja. Nesse momento a empreendedora tinha 27 anos e há quase uma década estava inserida no mundo do trabalho. Não por acaso, sua primeira loja tinha como produto principal o chapéu, pois sua experiência de moda até então abarcava praticamente essa única peça. Porém, para ser uma empreendedora de sucesso é preciso mais do que uma boa ideia. Um dos pontos de acerto no primeiro empreendimento de Coco Chanel foi a escolha da localização da loja. A Rue Cambon, onde estava a loja, era uma das áreas mais elegantes da cidade, no coração da cena da moda parisiense. Estar posicionada nessa rua prestigiada garantiu à loja de Chanel uma visibilidade imediata e atraiu uma clientela influente. 


Vale lembrar que Coco Chanel viveu o período de transição entre a Belle époque francesa e o modernismo, o que certamente a influenciou ao longo da sua carreira. O estilo luxuoso da Belle époque, sinal de riqueza e dos “bons tempos” era extremamente chamativo, o que contrasta fortemente com a busca pela simplicidade nos modelos de Chanel. Se por um lado a moda da época buscava um estilo voltado para a aparência e que tornava pouco prática a vida das mulheres, Chanel revolucionou seu tempo ao construir peças cada vez mais simples e funcionais. 


Se tornando um contraponto da Belle époque do século XIX, Chanel foi uma das primeiras a abrir as portas da vanguarda modernista e por isso que a inovação é, sem dúvida, uma das suas principais características. Desse modo, Chanel construiu não somente uma estética nova, voltada para os anseios e mentalidade de um novo tempo,

mas ao mesmo tempo fez com que sua marca fosse sinônimo do novo, do criativo e, em última instância, do mais moderno que a moda poderia produzir. 


Esses adjetivos não são à toa, pois a Chanel, tanto como marca como a empreendedora, nunca pararam no tempo. Mostrando uma habilidade singular para os negócios, Coco Chanel nunca deixou de inovar, pois sabia que a moda precisava acompanhar o tempo. Assim, em um mundo de guerras e com mudanças tão drásticas no estilo de vida, era preciso manter-se sempre na “crista da onda”, sendo o motor da moda, controlando seus rumos. 


Para isso era preciso estar sempre criando peças novas e, principalmente, entrando em novos segmentos. Se a primeira loja de Coco Chanel estava limitada aos chapéus, podemos perceber que nos dias atuais a marca abrange praticamente todos os itens de luxo que a moda alcança. Essa evolução ocorreu ao longo de décadas, com uma visão estratégica e que buscava levar as qualidades da marca para a peça. Assim, Chanel não virou somente um item dentro de um grande vestuário, mas sim o próprio vestuário completo e chegando até produtos de casa. 


Esse processo, porém, não foi rápido, visto o contexto de guerras mundiais, tanto no começo de sua carreira com a Primeira Guerra Mundial (1914 - 1918), quanto na Segunda Guerra Mundial (1939 - 1945). Sobre este segundo momento, a invasão da Alemanha nazista na francesa fez com que Chanel fechasse sua Maison. Apesar do prejuízo financeiro, alega-se que a empreendedora parou sua produção como um protesto pela guerra. Há ainda quem afirme que Coco Chanel manteve relações estreitas com oficiais alemães, porém há informações limitadas sobre esse aspecto. O fato é que até 1960 sabe-se que muitos difamadores tentam associá-la ao nazismo como uma colaboradora do regime na França. 


Apesar da polêmica infundada, Chanel conseguiu mostrar que seus produtos já superaram sua criadora e por isso continuaram a vender mesmo com os constantes ataques à empreendedora. Sabemos que nessas circunstâncias não é fácil manter os negócios, principalmente quando a propaganda negativa afeta diretamente os ânimos dos consumidores, porém essa é uma prova incontestável do valor dos produtos Chanel, visto que a empresa continuou a crescer mesmo nesses períodos de crise.


O legado de Coco Chanel


Como todos os grandes empreendedores, Coco Chanel tornou-se “pequena” perto de sua obra, pois a marca ganhou proporções globais. Sem dúvida essa é uma das maiores realizações de um empreendedor: ver suas ideias ganhando o mundo, tocando pessoas das mais variadas culturas e sentir que, de certo modo, está em todos os lugares do mundo.


Durante os anos 1960 e 1970 a marca Chanel expandiu seus horizontes. Além das inovações que já apontamos, grande parte do esforço de Coco Chanel foi o de retomar atividades de alta costura, negócio que foi afetado fortemente pelos anos de guerra. Aqui encontramos outro aspecto em que muitos empreendedores convergem: o do trabalho incansável. Coco Chanel já estava com seus 80 anos e ainda assim dedicava-se ao trabalho. Sua direção na Maison Chanel seguiu até o seu falecimento, em 1971, aos 87 anos. Como podemos pensar em descansar quando observamos exemplos como este? Só podemos entender a ânsia pelo trabalho se considerarmos que um verdadeiro empreendedor tem em seu modus operandi a incansável busca pela inovação.


Todo esforço não é em vão. O sucesso não é obra do acaso, muito menos uma conjunção matemática de fatores, mas sim o fruto do espírito empreendedor sobre as circunstâncias. A menina que sonhava com a moda em um orfanato conseguiu fazer com que o mundo vestisse aquilo que outrora apenas existia em sua mente. Esse exemplo de superação, vontade e realização de sonhos é, acima de qualquer dado ou estatística, o verdadeiro legado humano que Coco Chanel deixou para a humanidade. Que possamos, portanto, nos inspirar com sua história de vida para que cheguemos a alçar voos tão grandiosos quanto os que essa grande empreendedora alcançou. 


Bom trabalho e grande abraço!


Prof. Adm. Rafael José Pôncio



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Método Kaizen: uma filosofia prática que melhora a competitividade



        Reprodução permitida, desde que mencionado o Nome do Autor e o link fonte.       

Um guia rápido dos 4Ps da Gestão e Inovação

4Ps da gestão

Buscar estratégias para melhorar o desempenho do negócio faz parte do dia-a-dia dos empreendedores. Por isso, hoje apresento a vocês os 4Ps da gestão e da inovação.

Estas duas ferramentas tem o objetivo de organizar a empresa e ajudá-la a crescer. Para saber como elas funcionam basta continuar a leitura.

De onde vem os 4Ps?

Os 4Ps mais famosos, por assim dizer, são os 4Ps do marketing ou mix do marketing que foram os pioneiros nas estratégias com esta consoante.

O conceito foi criado pelo professor Jerome McCarthy, na década de 60 e teve como principal propagador Philip Kotler.

Os 4Ps do marketing são considerados os pilares para a criação de uma estratégia de marketing de sucesso, sendo que o significado para cada um deles são:

  • Produto: o que é oferecido para os clientes (serviço, produto, qualidade, garantia, design).

  • Preço: a estratégia de precificação utilizada na comercialização do produto.

  • Praça: quais serão os canais de distribuição do produto.

  • Promoção: a forma de divulgação do produto.

Adotando o mesmo princípio, de serem ferramentas básicas para uma boa ideia, surgiram os 4Ps da gestão e da inovação.

Os 4Ps da Gestão Empresarial

A gestão é essencial para a vida de um negócio, afinal é o gerenciamento que impede que as “coisas saiam dos eixos”.

Por exemplo: embora a atividade básica de um salão de beleza seja atender os clientes, outras tarefas secundárias também são fundamentais para o sucesso, como controle de estoque e montar o fluxo de caixa.

Os 4Ps da gestão (planejamento, processos, pessoas e projetos) entram justamente neste ponto, ajudando a coordenar as atividades dentro empresa e assim alcançar bons resultados.

Planejamento

Esta é a primeira etapa dos 4P’s na gestão, onde é feito o planejamento estratégico da empresa. Geralmente fica a cargo da presidência, conselheiros e diretores.

Nesta parte são feitas as pesquisas e análise do mercado para definir qual será o diferencial do negócio, objetivos e como a empresa se apresentará no mercado.

Processos

Para que os objetivos estabelecidos na parte do planejamento sejam alcançados é preciso criar processos que viabilizem estes resultados. Esta parte normalmente fica a cargo dos gerentes.

Durante esta fase entram os indicadores-chave de desempenho (KPI) a partir deles é feita a avaliação das ações e as mudanças, caso sejam necessárias.

Pessoas

Sem dúvidas os colaboradores são o principal ativo de uma empresa, afinal tudo é realizado por eles, logo, as pessoas têm um papel fundamental dentro dos 4Ps da gestão. Por isso é essencial que os funcionários sejam selecionados com cuidado e tenham um perfil que se encaixe com o da empresa.

Outro ponto importante é desenvolver um ambiente favorável que os motive a contribuir cada vez mais, por isso, ter boas lideranças, que saibam se relacionar da melhor forma com os colaboradores é fundamental.

Quando há uma mudança no planejamento e no processo é preciso adaptar o organograma para que os funcionários possam contribuir da melhor maneira possível com as mudanças propostas.

Projetos

Chegamos na etapa mais operacional dos 4Ps da gestão, quando de fato o planejamento é colocado em prática. Nesta parte a supervisão do gestor é essencial para acompanhar o andamento das ações e interferir quando necessário.

Os 4Ps da Inovação

Incentivar a inovação é fundamental para os negócios, afinal a partir de novas ideias é que a empresa pode crescer e aumentar o seu faturamento. Por isso foram criados os 4Ps da inovação.

Embora seja parecido com os 4Ps da gestão, inclusive alguns tópicos se repetem, na inovação o foco está em facilitar a tomar as decisões partindo da análise de quatro aspectos que mostrarei a seguir.

Propósitos

Dentro de uma empresa as ideias têm basicamente dois propósitos, aumentar as entradas, isto é, vender mais e mais caro ou diminuir as saídas, reduzindo as despesas ou cortando gastos.

Então, antes de tudo você precisa saber em qual desses aspectos a sugestão vai contribuir. Caso não identifique nenhum, não há inovação.

Também as novas ideias devem estar alinhadas com a missão, visão e objetivos da empresa. Ainda é essencial que resultados da aplicação da inovação sejam mensurados.

Processos

Agora que você já escolheu qual será a inovação é o momento de pensar em como colocá-la em prática, para isso você pode utilizar o funil de inovação. Ele é uma ferramenta para avaliar a viabilidade das ideias inovadoras.

Ele é inspirado no funil de vendas, por isso também possui topo, meio e fundo, como mostro a seguir:

  • Topo de funil: entender os problemas que precisam de solução, coletar as ideias, participar de eventos sobre inovação e analisar o mercado.

  • Meio de funil: filtrar as sugestões, verificando quais são os riscos e quais os resultados seriam atingidos aplicando as ideias.

  • Fundo de funil: é hora de colocar os projetos escolhidos em prática.

Aplicando o funil da inovação é provável que as ideias selecionadas tragam os melhores resultados para o negócio.

Pessoas

Assim como nos 4Ps da gestão as pessoas também são um aspecto importante da inovação, já que na maioria das vezes as ideias surgem dos próprios colaboradores e são eles mesmos que vão implementá-las.

Segundo o professor de inovação e empreendedorismo do Insper, Marcelo Nakagawa, para que as ideias funcionem é preciso que a empresa tenha dois perfis de colaboradores.

  • Empreendedores: as que enxergam as oportunidades, traçam um plano e persistem até conseguir que ele se realize.

  • Gestores: são flexíveis e conseguem transformar ideias em ações concretas.

Tendo estas duas categorias de colaboradores as ideias se transformarão em resultados. 

Políticas

Para a equipe ser inovadora é preciso criar uma cultura de inovação na empresa, então é necessário criar políticas para isso. Por exemplo: implementar um programa de remuneração variável, relacionada ao desempenho dos colaboradores e a suas contribuições inovadoras para a empresa.

Também é importante que desde a contratação dos profissionais, além da qualidade técnica, seja analisado se eles possuem um perfil empreendedor ou gestor.

Dicas para aplicar os 4Ps da gestão e inovação

Veja agora dicas para implementar estas duas ferramentas dentro do seu negócio:

 Estratégia e inovação andam juntas

Você não precisa escolher entre a gestão empresarial e a inovação, pois elas são complementares. Afinal, como você poderá inovar sem saber para onde está indo?

Por isso, antes de investir em inovação é importante ter claro quais são as metas e objetivos do negócio.

A inovação não precisa ser inédita

Vale destacar que a ideia deve ser inédita para a empresa e não para o mercado. Você pode muito bem se inspirar em ideias de outros nichos ou até dos seus concorrentes.

O mais importante é que a ideia seja viável e traga resultados positivos para empresa.

Monte uma boa equipe

Como vimos tanto no 4Ps da gestão quanto na inovação, dois aspectos que se repetem são os processos e as pessoas.

Afinal, os resultados vêm da produtividade dos colaboradores, por isso o cuidado em criar uma equipe capacitada é o primeiro passo para o sucesso.

Então, já aplica um dos 4Ps no seu negócio?

Bom trabalho e grande abraço.


Autor: Prof. Adm. Rafael José Pôncio
Publicado em: 13 de setembro de 2023
Especial: artigos no portal Administradores.com
Link fonte: https://administradores.com/artigos/um-guia-rapido-dos-4ps-da-gestao-e-inovacao

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        Reprodução permitida, desde que mencionado o Nome do Autor e o link fonte.