sábado, 2 de janeiro de 2021

Prof. Rafael José Pôncio - Thomas Edison, o gênio da lâmpada


Aqui no “Empreender e Gerir” você já viu diversos conteúdos sobre empreendedorismo, finanças e gestão, mas agora queremos apresentar ao nosso público quem foram os homens e mulheres que mudaram o curso da história a partir de suas inovações. O que os levou a fazer isso? Quais os desafios e frustrações que precisaram superar? E, afinal, o que possibilitou que seus empreendimentos fossem tão revolucionários?

Buscaremos responder essas e outras perguntas analisando um pouco da vida e obra destas pessoas. No texto de hoje, que inicia a série, falaremos de Thomas Alva Edison, mais conhecido como Thomas Edison, o famoso criador da lâmpada elétrica.

Como surge um gênio?


Nascido em 1847 em Ohio, nos Estados Unidos, Thomas Edison não veio de uma família rica e próspera. Ao contrário do que imaginamos, o feiticeiro de Menlo Park, como ficou conhecido, tem sua origem em uma família de classe média. Ele era o filho mais novo de sete irmãos e seu pai, chamado Samuel Edison, trabalhava em diversas funções como marceneiro, comerciante, carpinteiro para conseguir sustentar toda a família. O exemplo do pai, que trabalhava na função que aparecesse, sem distinguir ou menosprezar nenhum ofício, certamente impactou positivamente a vida de Thomas Edison e o fez valorizar o esforço para conseguir vencer na vida.

Não por acaso uma das frases mais famosas do inventor da lâmpada era “um gênio se faz com 1% de inspiração e 99% de esforço”. E quando se trata de esforço, Edison era incansável. Com uma natureza investigativa, ele precisou ser retirado da escola prematuramente pois “não parava de fazer perguntas”, logo, não deixava as aulas transcorrerem. Apesar de não ter frequentado a escola de modo formal, sua mãe, que era uma ex-professora, o ensinou tudo que o jovem Thomas precisava para se tornar uma das mentes mais brilhantes do século XIX.

Por ter uma educação fora do padrão, Thomas desde cedo se interessou por ciências e passou até mesmo a ter um pequeno laboratório em casa. Pensando sobre isso, podemos refletir sobre como a natureza de uma pessoa inovadora se expressa das mais diversas formas. Pessoas criativas, com um olhar aguçado para oportunidades e melhorias em processos, tendem a ser questionadoras e buscam compreender os processos que ocorrem por trás da parte operacional. Colocando em exemplos, para uma pessoa dessa natureza não basta apenas saber contar as horas em um relógio de parede, mas ele precisa compreender como o relógio funciona.

E isso Thomas Edison expressava de maneira brilhante. Não por acaso, sua lista de patentes ultrapassa mais de 2 mil itens, alguns tão inovadores que foram os precursores de vários instrumentos que utilizamos em nosso dia a dia. Porém, suas primeiras invenções, e muitas outras ao longo de sua carreira, não tiveram nenhuma relevância na época. As pessoas, de maneira geral, não enxergavam a utilidade daquelas invenções, mas muitas delas foram o protótipo de algumas ferramentas bem conhecidas atualmente. O fato de não reconhecerem o valor das suas invenções não diminuiu a vontade de Thomas Edison em continuar inovando e buscando criar algo novo.

Thomas Edison começou sua carreira de inventor por volta dos 21 anos, ao chegar em Nova Iorque. Acreditando em seus sonhos e sem abrir mão do que acreditava, o jovem inventor chegou a passar fome na cidade americana, mas sua vida mudou quando conseguiu vender um aparelho que transmitia a cotação da bolsa de valores. A partir dessa primeira venda, Edison passou a alçar voos mais altos: criou sua própria companhia, que mais tarde seria a principal empresa no ramo de eletricidade dos Estados Unidos. Para alguns, o empreendimento de sucesso realizado por Thomas Edison pode ter sido fruto do acaso, porém, bem sabemos que por trás do sucesso há um oceano de esforço, suor e lágrimas. No caso do gênio da eletricidade, para conseguir capital para sua empresa, por exemplo, Thomas Edison chegou a trabalhar 20 horas por dia, algo impensável para qualquer pessoa comum. O esforço, portanto, sempre foi uma marca desse grande empreendedor, assim como sua resiliência e criatividade.

Thomas Edison trabalhou até os últimos anos de sua vida dedicando-se aos seus experimentos e invenções. Viveu até 1931 e no tempo em que esteve vivo conseguiu ajudar milhares de pessoas com suas invenções e empreendimentos. Apesar de sua grande fama, poucas pessoas sabem da relevância das suas inovações. Você conhece algumas das invenções dele? Separamos três delas para conhecermos um pouco melhor sobre Thomas Edison e sua capacidade de inovar:

1. Fonógrafo


Antes de existirem as plataformas de música e os CDs, o meio de gravar uma música era rústico e difícil. O fonógrafo pode ser considerado o aparelho de som mais antigo a gravar e reproduzir uma música, o que revolucionou a indústria musical da época.

A invenção de Edison era composta por um cilindro preso em uma caixa e um captador de som. Quando a caixa era acionada, o som captado era gravado no cilindro, que poderia reproduzi-lo em seguida.

Porém, as dificuldades técnicas e o advento do disco dificultaram a continuação do fonógrafo no mercado. Além de uma técnica de produção mais simples, o disco tinha vantagens quanto a reprodução do som em sua superfície.

Graças a Thomas Edison, podemos dizer assim, nossa maneira de escutar música se transformou. Com o tempo, naturalmente, a invenção de Edison foi sendo substituída pelos discos, mas isso não invalida o papel fundamental do inventor em criar um instrumento dessa magnitude.

2. Gravador de voto


Certamente todos nós conhecemos uma urna eletrônica. O que poucos sabem, porém, é que ela foi uma invenção de Thomas Edison. Não a urna em si como a conhecemos, claro, mas sim a ideia de conseguir mudar o sistema tradicional de votação e garantir maior confiabilidade na contagem dos votos.

Ironicamente, essa foi uma das invenções que ninguém deu atenção. Os empresários da época desconsideravam o sistema e não arcaram com suas despesas, entretanto, quase 200 anos depois, esse é o método que usamos para nossas eleições.

Essa questão nos faz pensar que nem sempre nossas ideias serão colocadas no seu lugar merecido. Por falta de visão ou mesmo discernimento deixamos diversas oportunidades passar, o que desanimaria qualquer um. Porém, Thomas Edison não se deixou levar por essa emoção, mantendo a calma e a paciência dentro de si. Não por acaso o inventor tem como uma de suas frases mais conhecidas “O gênio é aquele que tem uma grande paciência”.

3. A lâmpada elétrica


Essa característica do inventor americano se destaca quando estudamos sobre a criação da primeira lâmpada elétrica do mundo. Segundo as fontes, Edison demorou nessa invenção cerca de 18 anos- de 1879 há 1797 - para concluí-la. A espera e paciência do inventor tornou essa criação ainda mais especial, sem contar que até os dias atuais usamos as lâmpadas desenvolvidas por ele.

A canalização da energia elétrica para uma lâmpada, garantindo assim luz, é um divisor de águas na história da humanidade. Graças a essa inovação podemos iluminar a noite e assim mudamos nossos hábitos diários.

Todas as invenções citadas foram desenvolvidas pela persistência e visão de Thomas Edison. Se você gostou, continue conosco e conheça um pouco mais da história desses homens e mulheres que fizeram a diferença no mundo.

Bom Trabalho e Grande Abraço!

Prof. Adm. Rafael José Pôncio



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