terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Controle estratégico e métodos de avaliação das estratégias



Para obter sucesso nos negócios é necessário um bom planejamento, porém se o mesmo não possui meio de averiguação, seu esforço será em vão. Neste estudo serão apresentados conceitos e exemplos de controle estratégico, métodos de avaliação das estratégias. 

Controle Estratégico


Gestor(a), novamente trago a você a abordagem controle, pois o mesmo deve ser exercido sempre que necessário. Nesse momento veremos o controle dentro do processo do planejamento estratégico. O processo de controle existe basicamente como guia para uma atividade exercida com um fim previamente determinado.

“O controle consiste em um processo que guia a atividade exercida para um fim previamente determinado. A essência do controle reside em verificar se a atividade controlada está ou não alcançando os resultados desejados” (CHIAVENATO, 2003, p.372).

Para que isso aconteça com perfeição é necessário seguir quatro passos. Conforme Chiavenato (2003, pp.372-376), o processo é caracterizado pelo seu aspecto cíclico e repetitivo. O primeiro passo é estabelecer padrões e objetivos a serem alcançados. Existem vários tipos de padrões utilizados para avaliar e controlar os diferentes recursos da organização:
1. Padrões de quantidade: números de colaboradores, etc;
2. Padrões de qualidade: como padrões de qualidade de produção, etc;
3. Padrões de tempo: como permanência média do colaborador na organização, etc;
4. Padrões de custo: como custo de estocagem de matérias-primas, etc.

Gestor(a), no que diz respeito a segunda etapa, a avaliação é necessária para averiguar se os resultados estão sendo atingidos, caso não estejam, faz-se necessário o uso de ações para corrigir o processo. No quarto passo, a ação corretiva tem como propósito manter as operações dentro dos padrões estabelecidos, ou seja, qualquer erro, variações ou desvios devem ser corrigidos para que as operações sejam normalizadas. Sendo assim, a ação corretiva é uma ação administrativa que visa manter o desempenho dentro do nível dos padrões estabelecidos.

Porém, vale lembrar que a implantação de um controle estratégico na organização é orientada pelo estabelecimento de medidas de acompanhamento que possam dar garantias para a avaliação. Seu objetivo primordial é ajudar os gestores na execução dos objetivos. O controle da estratégia significa avaliar os resultados, comparar com o que foi planejado e, se for necessário, tomar ações corretivas para atingir os objetivos propostos. E ainda identificar se todas as etapas anteriores, agora concretizadas, estão sendo adequadas à empresa.

Métodos de Avaliação das Estratégias


O método qualitativo de avaliação de controle estratégico se utiliza de avaliações de forma subjetiva e são obtidas pelas respostas às várias questões, tais como: O posicionamento da empresa perante os concorrentes precisa ser melhorado? Os seus produtos e serviços estão adequados aos clientes? Os recursos de investimentos estão adequados nos níveis tecnológicos, processos e produtos, de forma que possam garantir diferenciação dos concorrentes?

No que diz respeito ao método quantitativo, para controle do desempenho estratégico, podem ser utilizados alguns tipos de avaliações, como: Número de mercadorias vendidas; Participação no mercado.

Não esqueça que as informações são muito importantes no controle estratégico. Elas devem ser confiáveis possíveis, pois elas serão a fonte daqueles que decidirão sobre a escolha de uma estratégia assertiva. Desta forma, as organizações deverão garantir como essas informações serão coletadas, armazenadas e processadas, de tal maneira que o tempo de resposta do controle estratégico seja o menor possível e que possibilite correções de desvios necessários nos processos da administração estratégica.

Controle


Independentemente do tipo de estratégia, o controle é uma função administrativa, é a fase do processo administrativo que mede e avalia o desempenho, e toma a ação corretiva necessária. Perceba que o controle é um processo essencialmente regulatório e possui algumas características básicas identificadas como: nível de decisão, dimensão de tempo e abrangência.

Conforme descrito anteriormente, o controle tem duas finalidades, o apontamento de erros, e correções de falhas. Basicamente, o controle serve para proteger a organização em várias circunstâncias utilizando procedimentos de auditoria e divisão de responsabilidades. Outro aspecto importante dessa ferramenta estratégica é avaliar e dirigir o desempenho das pessoas, por meio de sistemas como desempenho pessoal, supervisão direta, vigilância e registros incluindo informação sobre produção por colaborador  ou perdas com refugo por colaborador.

Não esqueça que a organização deve ser averiguada na totalidade (desempenho global) principalmente em questões básicas, como:
  1. Planejamento estratégico, bem como seus objetivos visando acompanhá-lo e medi-lo, permitir ações corretivas por parte da direção da empresa.
  2. Outro aspecto é a descentralização da autoridade: as unidades tornam-se semiautônomas, porém exigem controles globais capazes de evitar problemas decorrentes da completa autonomia.
  3. Controles globais medem os esforços da empresa como um todo ou de uma área integrada em vez de medir simplesmente parte dela.
Geralmente, os controles têm uma porcentagem significativa na área financeira da empresa em seus mais variados campos de ação: relatórios contábeis, controle de ganhos ou perdas e análises de retornos.

Controles nos Níveis Institucionais


No que diz respeito aos níveis institucionais, temos: o controle tático que é exercido no nível intermediário das empresas. Ele aborda as unidades da empresa, exemplo: um departamento ou cada conjunto de recursos tomados isoladamente. Sendo assim, os executivos devem estabelecer os objetivos de nível institucional, elaborar os planos de nível intermediário, reunir os recursos necessários e procedimentos para que os mesmos possam assegurar que o desempenho da execução corresponda aos planos.

O executivo no nível intermediário necessita desenvolver seu processo de controle que envolve as quatro fases seguintes: Estabelecimento de padrões; Avaliação de resultados; Comparação dos resultados com os padrões; Ação corretiva quando ocorrem desvios ou variâncias. Observe esses padrões, veja que os mesmos já foram apresentados, confirmando os parâmetros para o controle. Porém, vamos nos aprofundar mais um pouco nesse contexto.

Estabelecendo Padrões


O estabelecimento de padrões depende dos objetivos, especificações e resultados do processo do planejamento. Os padrões fornecem parâmetros que deverão balizar o funcionamento do sistema. As decisões são estabelecidas no decorrer do processo do planejamento. Para isso, o padrão fornece os critérios para medir o desempenho e avaliar os resultados, porém no nível intermediário os padrões são estabelecidos por objetivos departamentais.

Outro item de controle é a avaliação de resultados que se baseia nas informações colhidas durante os planos de ação ou da operação dos programas, o objetivo é avaliar resultados dentro de limites previstos para garantir o que foi determinado. A descentralização administrativa influencia poderosamente o controle: à medida que aumenta a descentralização, deve haver alguma modificação nos controles da empresa.

Gestor(a), quando as decisões são centralizadas, geralmente se estabelece padrões, métodos e resultados de cada fase do trabalho, a frequência com que são feitas as avaliações também muda com a descentralização. Outro item do controle é a comparação de resultados que proporciona a informação a respeito da qualidade, quantidade, do tempo, custos das atividades de cada departamento da organização. O processo de comparação repousa na mensuração, na variância e no princípio da exceção, que são os seus três elementos essenciais. 

Controle no Nível Tático


Outros aspectos são os tipos de controles táticos, identificados por: controle orçamentário, orçamento-programa, contabilidade de custos.

Importante lembrar que a contabilidade é indispensável nos controles estratégicos, essa contabilidade aloca os custos em alguma unidade base, como produtos, serviços etc. As classificações são: Custos fixos: são os custos que independem do volume de produção ou do nível de atividade da empresa. Custos variáveis: são os custos que estão diretamente relacionados com o volume de produção ou com o nível de atividade da empresa. A partir dos custos fixos e variáveis, pode-se calcular o chamado “ponto de equilíbrio”, isto é, o ponto em que não há prejuízo nem lucro.

Controle no Nível Operacional


No que diz respeito aos controles em seus níveis organizacionais temos o último conhecido como controle operacional, o mesmo é realizado no nível da execução das operações, que é uma maneira de controlar as tarefas e operações desempenhadas pelo pessoal não administrativo da empresa. O controle operacional é bem específico no que diz respeito a tarefas e operações: o tempo é de curto prazo, e trabalha com objetivos imediatos, a avaliação operacional e seu sistema é mais voltado para realidade do dia a dia da empresa.

O controle operacional possui quatro fases. Segundo Chiavenato (2003), a primeira seria o estabelecimento de padrões que representam a base do controle operacional e é uma norma ou critério que serve para a avaliação. É o ponto de referência para aquilo que será feito. A segunda fase é a avaliação do desempenho que serve para averiguar o que está sendo feito, a execução do que foi determinado. A terceira fase é a comparação do desempenho com aquilo que foi previamente estabelecido como padrão, para verificar se há desvio ou variação.

Ação Corretiva e Ação Disciplinar


Na quarta fase temos a ação corretiva e ação disciplinar. A ação corretiva consiste em melhorar e adequar ao padrão estabelecido, sua função básica de controle é eliminar as variáveis significativas no desempenho atual com o desempenho desejado. A ação corretiva incide geralmente sobre a própria tarefa ou operação, visa colocar as coisas em ordem. No que diz respeito a ação disciplinar, seu propósito é diminuir a discrepância entre os resultados atuais e os resultados esperados. A ação positiva toma a forma de encorajamento, recompensas, elogios, treinamento adicional ou orientação. A ação negativa inclui o uso de advertências, castigos, admoestações e até mesmo desligamentos da empresa.

O controle é uma ferramenta indispensável nas organizações, principalmente no que diz respeito às estratégias. Não podemos esquecer que uma estratégia deve ser avaliada e controlada, pois somente assim podemos ter certeza de sua eficiência. Uma estratégia sem critérios, parâmetros, pode ser um tiro que sai pela culatra, a organização em questão pode ser a vítima, pois o mercado é muito competitivo e as organizações necessitam ser singulares com um diferencial competitivo modelo.

"Seja diferente dos demais competidores, porém não deixe de analisá-los de forma correta e precisa, pois a concorrência pode e deve ser um estímulo àqueles que almejam o sucesso".

Bom trabalho e grande abraço.

Autor: Adm. Rafael José Pôncio
Publicado em: 11 de novembro de 2016
Especial: artigos no portal Administradores.com
Link fonte: 
https://administradores.com.br/artigos/controle-estrategico-e-metodos-de-avaliacao-das-estrategias



Conheça também em Empreendedorismo:

Você se torna competitivo quando é especialista no que faz, e isso o diferencia da concorrência


        Reprodução permitida, desde que mencionado o Nome do Autor e o link fonte.       

Nenhum comentário:

Postar um comentário